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Índice de alimentos da FAO cai 1,3% de maio para junho

Estadão Conteúdo

Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) marcou 173,7 pontos em junho, queda de 1,3% em relação ao registrado em maio, representando a primeira queda na análise mensal desde o início do ano. De acordo com a FAO, pesou sobre o desempenho do indicador a disputa comercial que ocorre no mercado internacional, em particular entre Estados Unidos e China.

O índice de lácteos ficou em 213,2 pontos, com queda de 2 pontos (0,5%) em relação ao mês anterior, porém 2% superior ao verificado em maio do ano passado. As quedas nas cotações de queijo foram o principal destaque no mês, mais do que compensando a alta nos preços do leite em pó desnatado.Já os preços do leite em pó integral ficaram mais próximos da estabilidade.

"A maior disponibilidade de produtos para exportação nos Estados Unidos e na União Europeia pesou sobre as cotações do queijo, enquanto a persistente demanda de importação forneceu apoio aos preços do leite em pó desnatado", diz a entidade em relatório.

No segmento de cereais, o índice ficou em 166,2 pontos em junho, recuo de 3,7% ante maio (6,4 pontos), mas alta de 8% na comparação ao igual mês do ano anterior. A FAO aponta que fortes quedas nos preços do milho e trigo pesaram sobre o resultado. Apesar da piora geral das perspectivas de produção, a tensão comercial trouxe impacto negativo para as cotações, diz a FAO.

Em contrapartida, o indicador do açúcar registrou 177,4 pontos, alta de 1,2% comparado a maio. O avanço foi o primeiro após seis quedas consecutivas e foi sustentado por preocupações com a produção no Brasil, já que condições climáticas secas e desfavoráveis podem afetar as lavouras. O aumento da produção de etanol no Brasil é outro fator que sustentou a alta.

O índice de óleos vegetais apresentou retração de 3% ante maio, para 146,1 pontos em junho. Pesaram os recuos nos preços do óleo de palma (CPO), óleo de soja e óleo de girassol. A fraca demanda pelo CPO e os elevados estoques de óleo de soja foram os principais fatores de influência do movimento.

Já o indicador de carnes teve ligeira alta em junho ante maio, marcando 169,8 pontos - alta de 0,3%. "O pequeno aumento foi, em grande parte, impulsionado por um aumento nos valores de carne de carneiro, bem como um pequeno aumento nos preços da carne de porco, enquanto as cotações de preços de carne bovina e de frango caíram ligeiramente", relata a FAO.