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Soja chega a R$ 106/sc nos portos, para agosto, com compradores buscando oferta dos próximos meses

Notícias Agrícolas

Os negócios com a soja brasileira estão um pouco mais lentos nesta terça-feira (7), mas com o mercado ainda registrando bons indicativos de preços, apesar da baixa do dólar frente ao real. Segundo o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, as referências seguem no intervalo dos R$ 103,00 a R$ 105,00 por saca nos portos. 

No entanto, os compradores agora buscam volumes para meses mais a frente, de junho, julho e agosto, e "no agosto chega a dar chance dos R$ 106,00 nos portos brasileiros, com boa presença dos compradores", explica Brandalizze. "Segue um bom ritmo da exportação, aproveitando o dólar firme, e embarcando forte", completa. 

Nos primeiros três dias de abril o Brasil já embarcou mais de 2,5 milhões de toneladas de soja em grão, levando o total acumulado no ano a 20,8 milhões de toneladas, volume bem maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, de 17,1 milhões. Em todo o complexo soja, os embarques acumulados - de 24,5 milhões de toneladas, outro recorde - também superam o mesmo período de 2019, quando o total embarcado era de pouco mais de 21 milhões de toneladas. 

BOLSA DE CHICAGO

Os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago, por volta de 13h55 (horário de Brasília), trabalhavam com estabilidade, marcando ligeiras altas de pouco mais de 1 ponto nos principais vencimentos, com o maio valendo US$ 8,57 e o julho, US$ 8,63 por bushel. 

Embora o mercado esteja bastante atento ao macrocenário e às notícias ligadas ao coronavírus, a semana também é de ajuste entre os futuros da oleaginosa à espera dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e do fim de semana mais longo, já que o mercado não opera nesta sexta-feira (10), Sexta-Feira Santa. 

O novo reporte do USDA chega na quinta-feira, 9 de abril, porém, não é esperado com grande ansiedade, uma vez que o mercado ainda segue muito influenciado pelo financeiro. 

Paralelamente, os traders seguem acompanhando ainda a demanda da China no mercado norte-americano e, até que novas e consistentes compras sejam feitas pela nação asiática, o mercado continua a patinar na CBOT.